Poema para o Toin Coati in memória.

Madrugada

Ele caminhava sozinho
Era madrugada
Com uma garrafa de conhaque
Gritando por sua amada.

Por ali só os cães latindo
Ele como uma criança chorava
Quando vinha na memória
A sua mulher amada.

Ele a amava tanto
Não conseguia entender
Por que não havia dado certo?
Por que ela o fazia sofrer?

Trocou-o por outro homem
Esnobou o seu amor
Pisou nos seus sentimentos
Por fim lhe abandonou.

Valia apena sofrer tanto
Por essa louca mulher?
Viver se humilhando tanto
Por quem nada com ele quer?

Ele seguia se lamentando
Era ainda madrugada
Com uma garrafa de conhaque
Chorando por sua amada.

Pedro Ferreira Nunes
Casa da Maria Lucia, Lajeado-TO. Lua Cheia. Inverno de 2016.

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