Na rua das camélias
o encontro aconteceu.
entre dois jovens aprisionados
a fé e aos dogmas seus.
Ele um religioso
considerado um santo.
Ela uma prostituta
considerada demônio.
O amor entre eles nasceu
contra o status quo.
libertando da prisão moral
os amantes como nós.
Tudo que é feito por amor
está acima do bem e do mal.
sentenciou Nietzsche
comprovou nosso casal.
Foram felizes para sempre?
quem pode dizer.
Malthus e Hilda
eu e você.
“O pra sempre, sempre acaba”
lembra da nossa canção?
Mas algo sempre fica
tatuado no coração.
Quando penso em Malthus e Hilda
lembro de nós.
Hoje só restam as lembranças
ah, minha amiga, como doi.
Mas não me arrependo
tinha que ser assim.
Brindemos ao amor
Celebremos o fim.
Por Pedro Ferreira Nunes – Um rapaz latino americano que gosta de ler, escrever, correr e ouvir rock in roll.
.jpeg)