sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Poema: Malthus e Hilda

 

Na rua das camélias

o encontro aconteceu.

entre dois jovens aprisionados

a fé e aos dogmas seus.


Ele um religioso

considerado um santo.

Ela uma prostituta

considerada demônio.


O amor entre eles nasceu

contra o status quo.

libertando da prisão moral

os amantes como nós.


Tudo que é feito por amor

está acima do bem e do mal.

sentenciou Nietzsche

comprovou nosso casal.


Foram felizes para sempre?

quem pode dizer.

Malthus e Hilda

eu e você.


“O pra sempre, sempre acaba”

lembra da nossa canção?

Mas algo sempre fica

tatuado no coração.


Quando penso em Malthus e Hilda

lembro de nós.

Hoje só restam as lembranças

ah, minha amiga, como doi.


Mas não me arrependo

tinha que ser assim.

Brindemos ao amor

Celebremos o fim.


Por Pedro Ferreira Nunes – Um rapaz latino americano que gosta de ler, escrever, correr e ouvir rock in roll.