segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Poema: Boiada do meu avô

Por Pedro Ferreira

Eh mimosa, oh branquinha
Eh garrate, oh roxinha.

Lá vai a boiada do meu avô
Pela chapada
Pelo coqueiral
Pelo brejo de buriti
Pelo canavial.

Eh mimosa, oh branquinha
Eh garrate, oh roxinha.

Lá vai a boiada do meu avô
Pelo braquiara
Pelo lerão
Tomar água
Lá no cacimbão.

Eh mimosa, oh branquinha
Eh garrate, oh roxinha.

Lá vai a boiada do meu avô
A mimosa morreu também a branquinha
O mesmo destino do garrote e também da roxinha.

Todos nós já crescemos e quase nunca vamos à chácara dos nossos avós
Ver a boiada que outrora tocávamos animadamente.

Eh mimosa, oh branquinha
Eh garrate, oh roxinha.

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